
O conceito experimental de
piezoeletricidade (qualidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica) do osso proposto em 1957 por Fukada e Yasuda no final da
década de 50 e importância das cargas mecânicas sobre o metabolismo ósseo proposto
pelo fisiologista
alemão Julius Wolff, em 1892, motivaram, na
década de 1970 o trabalho do Prof. Dr. Luiz Romariz Duarte sobre o uso do ultrassom
de baixa intensidade na aceleração do processo de reparo de fraturas. Na contramão desse notável avanço, apenas em 2001 o uso do ultrassom
de baixa intensidade para o tratamento de fraturas foi aprovado no Brasil pelo
Ministério da Saúde através ANVISA (resolução nº 1554 do D.O.U. de
27/09/01).
O ultrassom vem sendo utilizado na área da saúde
em basicamente três aplicações; o diagnóstico por imagem (baixas intensidades,
de 0,001W/cm² a 0,05W/cm²), cortes cirúrgicos (altas intensidades, 5 a
100W/cm²) e as convencionais aplicações fisioterapêuticas nos tecidos moles
(intensidades relativamente altas, de (0,5 a 3W/cm²). Essas aplicações
fisioterapêuticas convencionais produzem algum efeito senão por um aumento
considerável na temperatura do tecido exposto. Por outro lado, a técnica de ultrassom
pulsado de baixa intensidade (USPBI) utiliza uma intensidade
inserida no intervalo de procedimentos seguros de diagnóstico. Assim, produz seus efeitos predominantemente
através de forças micromecânicas no sítio da fratura através de ondas de
pressão acústica. Experimentos in vitro descrevem aumento
na incorporação do cálcio em culturas de
células ósseas, aumento da atividade osteoblástica e angiogênica. Além
disso, foi observado que o USPBI estimula a síntese de genes (tais como o
Aggrecam, por exemplo) relacionados à produção de proteínas que participam da
diferenciação celular e a mineralização.
(Fragmento de artigo de minha autoria).
(Fragmento de artigo de minha autoria).